sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Armas para a Guarda Municipal

A Guarda Municipal de Tubarão deverá ser a primeira no sul do estado a utilizar armas letais e não-letais, segundo autorização do Ministério da Defesa.

A Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito já foi comunicada e irá licitar nas próximas semanas a aquisição de pistolas 380 e espargiadores de pimenta.
"Agora falta pouco para nossos agentes estarem armados e assim proporcionarem maior segurança à população", comentou o secretário Toni Bittencourt. O efetivo da Guarda Municipal já participou de um curso de tiro de revólver e até o fim do ano será capacitado com aulas de tiro de pistola na Academia de Polícia, em Florianópolis.
(Colaboração/foto: Secom / PMT)

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Imagens mostram que bandalha é rotina em trecho da BR-101 no RJ

Motoristas atravessam pista de grande movimento em sentido contrário.
PRF diz existe um retorno a cerca de cem metros do local.

Manobras perigosas colocam em risco a vida de motoristas na BR-101 em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Em cinco minutos, a equipe da Intertv, afiliada da Rede Globo, flagrou uma dezena de motoristas fazendo bandalhas.
Motoristas que vão para o Centro de Campos ignoram os tachões que dividem as duas pistas da estrada e cruzam a via na frente de veículos que seguem na direção contrária. É comum ver dois ou mais carros fazendo a manobra arriscada ao mesmo tempo.
O movimento na via é grande e até ônibus fazem a bandalha. O retorno regular fica a cerca de cem metros de distância do local onde ocorre a bandalha. E há um posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) a cerca de 300 metros da região.
A PRF diz que intensificou a fiscalização naquele trecho da estrada. Mas que os motoristas também precisam se conscientizar dos riscos que correm. Sempre que possível, segundo a PRF, patrulhas ficam no local autuando os motoristas infratores.
Segundo a PRF, o trecho onde os motoristas costumam fazer a bandalha fica dentro do perímetro urbano e tem grande movimentação de veículos. Os motoristas que fazem a bandalha cometem infração gravíssima e perdem sete pontos na carteira de habilitação.

CABRAL VETA HOMENAGEM A HERÓIS MORTOS EM COMBATE !

Enviado por Casos de Polícia - 10.8.2010
21h35m
EXTRA

após veto de Cabral



Alerj aprova Dia do policial vitimado em serviço

A Assembleia Legislativa do Rio derrubou, por 37 a 02, nesta terça-feira , o veto do governador Sérgio Cabral ao projeto de lei que inclui no calendário do Rio o Dia do Policial vitimado em serviço.

A data será celebrada sempre em 15 de setembro.

A proposta é do deputado Paulo Ramos (PDT). No mesmo data comemora-se o dia de Nossa Senhora das Dores, padroeira da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

O texto revalidado será promulgado pelo presidente em exercício da Alerj, deputado Coronel Jairo (PSC), em alguns dias, quando se tornará lei.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

TCM investiga licitação para compra de 400 câmeras para Guarda Municipal

SUSPEITA
Publicada em 13/08/2010 às 23h12m
O Globo
RIO - O Tribunal de Contas do Município (TCM) investiga irregularidades em uma licitação de R$ 16 milhões organizada pela prefeitura para construir, fornecer a infraestrutura e implantar uma central de monitoramento com 400 câmeras, que funcionará na sede da Guarda Municipal, em São Cristóvão, como demonstra reportagem de Luiz Ernesto Magalhães, na edição deste sábado do GLOBO . Os equipamentos, que serão adquiridos em parte com recursos do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), já são considerados um legado das Olimpíadas de 2016 para a cidade. As novas câmeras serão usadas para monitorar o trânsito e na segurança pública.
A investigação coincide com denúncias, de três empresas interessadas em fornecer os equipamentos, de que a licitação estaria direcionada. Segundo elas, em alguns itens haveria um único fornecedor. Em documentos encaminhados à comissão de licitação, duas delas - a Intelseg e a Seal Telecom - afirmam que a empresa Comtex, que no Rio fornece parte das câmeras de vigilância de alguns batalhões da PM, é a única que atenderia às especificações. A Seal Telecom chega a comparar trechos do edital - com as especificações técnicas exigidas pela prefeitura - com as informações dos equipamentos no site da Comtex sobre o software de gerenciamento de imagens: os textos são idênticos.
A concorrência estava marcada para quinta-feira e foi adiada por tempo indeterminado. A compra dos equipamentos é uma das metas do primeiro semestre do Plano Estratégico que o prefeito Eduardo Paes citou recentemente como não tendo sido cumprida. A Comtex negou as acusações de favorecimento
- Não fabricamos o software, ao contrário do que as outras empresas alegam. Compramos de uma grande empresa, que o fornece também aos nossos concorrentes - disse o advogado da Comtex, Luiz Koz.
Além de investigarem a denúncia de direcionamento, técnicos do TCM irão à Secretaria da Casa Civil na segunda-feira analisar os originais do processo de autorização da licitação. Eles querem saber por que o processo enviado ao tribunal não diz se o Iplan-Rio (órgão de informática da prefeitura) foi consultado. Outra questão a ser esclarecida é por que na documentação há a informação de que apenas duas empresas foram consultadas para a cotação de preços da licitação. O normal, nesses casos, seriam três.

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domingo, 15 de agosto de 2010

Coordenadorias: um trabalho silencioso

Política
01/08/2010 - 12h37

Alexandre Bastos
Durante a campanha de 2008, a então candidata Rosinha Garotinho (PMDB) prometeu enxugar a máquina e colocar em prática um modelo administrativo moderno. Em janeiro de 2009, já como prefeita, criou alguns órgãos e extinguiu outros. Entre as principais mudanças em relação ao governo Mocaiber, estava o fim das gerências e a criação das coordenadorias, que teriam a função de interagir com as principais secretarias. Hoje, um ano e seis meses após o início do governo, como funcionam esses órgãos? 

Ao todo, o governo municipal conta com cinco coordenadorias: Coordenadoria de Segurança e Ordem Pública (Coronel Alcemir Pascouto); Coordenadoria de Desenvolvimento Humano (Sidnéia de Souza Machado), Coordenadoria de Desenvolvimento de Infraestrutura (Antônio José Petruci Terra), Coordenadoria Municipal de Planejamento e Gestão (Fábio Paravidino da Silva) e Coordenadoria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Ana Lúcia Sanguedo Boynard). Segundo o secretário de Governo, Edson Batista, o principal objetivo das coordenadorias, apesar do pouco destaque na mídia, vem sendo cumprido. “Fui Coordenador de Desenvolvimento Humano e posso dizer que um trabalho sério é desenvolvido. As coordenadorias atuam ao lado dos se-cretários no planejamento das ações”, explica Batista.

No início do governo, o ex-secretário de Governo, Roberto Henriques defendia as coordenadorias. “Antes, os órgãos eram isolados. No início do governo ficou bem claro para os secretários e coordenadores que era preciso mudar. Definindo as ações e executando em conjunto, grandes resultados aparecem”, diz Henriques.

Nahim: Olho na Prefeitura e na Câmara

Por Aluysio, em 14-08-2010 - 18h43

Nelson Nahim fala sobre o momento de interinidade à frente da prefeitura e da expectativa com a possibilidade de vir a disputar a eleição caso Rosinha não volte ao cargo.
Nelson Nahim fala sobre o momento de interinidade à frente da prefeitura e da expectativa com a possibilidade de vir a disputar a eleição caso Rosinha não volte ao cargo.
Prefeito em exercício de Campos, Nelson Nahim (PR) não deixa de acompanhar a movimentação na Câmara de Vereadores, se posiciona favorável à convocação do suplente Edson Batista e diz que vai disputar a reeleição para a presidência da Casa. Com apoio até da oposição, o que não ocorria com a prefeita eleita Rosinha Garotinho, ele admite que a eventual marcação de uma nova eleição abriria espaço para mudanças mais profundas na administração municipal. Neste caso, Nahim se coloca à disposição de seu partido para chegar à Chefia do Executivo pelo voto popular. Em entrevista à Folha, ele fala ainda de seu estilo como gestor e das ações implementadas em 43 dias de governo.
Folha – Na entrevista concedida a Suzy Monteiro, publicada pela Folha em 18 de julho, você disse que continuava vereador e presidente da Câmara. Como sustentar essa dupla função?
Nelson Nahim – 
Na verdade, eu não posso fazer as duas coisas. É um erro de interpretação. Quando eu digo que eu sou vereador é porque meu mandato é de vereador e presidente da Câmara. Eu não fui eleito prefeito, eu estou desempenhando a função de prefeito. Por isso que, há algum tempo atrás, eu protocolei para Câmara um expediente, ao presidente em exercício, vereador Rogério…
Folha – Dizendo que você teria que ser avisado, com 72 horas de antecedência, em caso de convocação de eleição à mesa diretora da Câmara.
Nahim –
 Exato, porque eu não posso ser privado de concorrer à eleição da mesa por estar desempenhando uma tarefa temporária. Seria até injusto e ilegal…
Folha – Não seria para se prevenir caso Rogério tentasse antecipar de surpresa a eleição, como Marcos Bacellar fez na segunda metade do governo Mocaiber?
Nahim –
 Não, porque eu tenho tido com Rogério um diálogo aberto e franco.
Folha – Rogério é hoje, de fato, o presidente da Câmara?
Nahim –
 Hoje, em exercício, sim; assim como eu sou o prefeito em exercício.
Folha – Mas sua foto continua pendurada lá e seu nome chamado a cada sessão.
Nahim –
 Isso que Rogério fez, eu até achei engraçado, porque obviamente não adianta me chamar sem eu  estar lá. Eu só vou estar lá quando o Rogério me comunicar que haverá uma sessão para votação da mesa. Fora disso, eu não posso estar lá. Isso foi uma postura que ele adotou. Ele entendeu, com base no atual procurador (Robson Tadeu Maciel), que deveria fazê-lo, e eu vou respeitá-lo. É decisão da Câmara e eu não vou ficar julgando o que o presidente deve ou não deve fazer.
Folha – E em relação à entrada de Edson Batista na vaga aberta na Câmara com sua assunção da Prefeitura?
Nahim –
 Olha, eu já disse a Rogério a minha opinião pessoal enquanto advogado. Eu acho que o vereador Edson tem todo direito de ocupar uma cadeira na Câmara. Eu entendo que a minha licença é automática, porque a Câmara não pode funcionar com menos um vereador; o regimento veda isso. Se eu estou fazendo uma função distinta de vereador, se eu estou exercendo a função de prefeito, a nossa lei orgânica, embora não pontue, mas é automática.

Folha – Você, então, é favorável à entrada de Edson?
Nahim –
 Eu sou favorável que isso ocorra em qualquer caso idêntico ao do Edson, como ocorreu quando Alexandre Mocaiber foi convocado à Prefeitura, na cassação de Carlos Al-berto Campista. Mocaiber assumiu a Prefeitura e Geraldo Venâncio assumiu sua vaga na Câmara. Já há um precedente, foi exatamente igual: prefeito e vice cassados, assume o presidente da Câmara. Então, eu entendo que é pertinente. O Rogério entende que não e seu corpo jurídico também entende dessa forma. Aí é uma questão para a Câmara decidir.
Folha – Se Edson entrar e Rosinha voltar, você reassume sua cadeira na Câmara?
Nahim – 
É automático. Na verdade, ele só ocuparia porque eu não estou lá. Com Rosinha voltando ao cargo dela, eu volto ao meu cargo.
Folha – Para quem, como eu, ficou fora no último mês, é curioso observar que a oposição na Câmara hoje parece mais próxima da sua administração do que a bancada governista. É só impressão?
Nahim –
 Não, na verdade, eu não diria que é uma impressão. Hoje, há uma unidade em torno do meu no-me.

Folha – Do seu nome ou do seu governo?
Nahim –
 Do governo, do governo, de uma forma… Eu diria até do meu no-me, mais do que do governo, porque o governo, na verdade, mudou porque eu mudei. Então é realmente em função do meu nome, e isso os vereadores de oposição têm deixado claro: apóiam a mim, não apoiavam a Rosinha.
Folha – E a bancada governista?
Nahim –
 Os vereadores ditos governistas, eles ainda nutrem, e com razão, a esperança da prefeita voltar ao cargo dado à ela pela população. E há os embates do Legislativo, mas o meu relacionamento com todos os vereadores, inclusive da bancada governista, é o melhor possível. Hoje mesmo (sexta, dia 13) eu tive uma reunião com Magal. Não há nenhum tipo de problema com os vereadores da oposição e da situação; há entre eles, talvez um certo ciúme, uma certa forma de não entender o processo que eu montei no sentido de dar uma tranquilidade na cidade, de ter uma Câmara em paz com a Prefeitura.
Folha – Você falou numa reunião hoje com Magal. Mas consta que você teria marcado e não comparecido a uma reunião, às 14h30 de ontem. Em consequência, se disse que Magal teria novamente ameaçado deixar a liderança da bancada. Foi isso mesmo?
Nahim – 
Isso é tudo fofoca. Não houve nada disso. Eu nem sabia, saiu no blog de uma pessoa (Cláudio Andrade) que ele havia dito e ele até já teria desmentido. O que há, na verdade, é o seguinte…
Folha – Houve o agendamento do encontro?
Nahim –
 Houve um pedido para um encontro com alguns vereadores.

Folha – Pedido seu ou dos vereadores?
Nahim – 
De alguns vereadores. Eu marquei 14h30, mas fiquei de 11h30 até às 20h na secretaria de Saúde, ontem. A coisa foi se alongando, se alongando, eu saí de lá às 20h30. Mas todos foram avisados.

Folha – A tal ameaça de abandono de Magal, então, foi só conversa?
Nahim –
 Conversa fiada.
Folha – Já falamos sobre sua precaução em solicitar aviso prévio de 72 horas em caso de eleição da nova mesa diretora da Câmara, que pode ocorrer até 15 de dezembro. Até assumir a Prefeitura, sua candidatura à reeleição como presidente era dada como certa. Como fica agora essa pretensão?
Nahim –
 Vamos supor que a Rosinha não volte. Se ela voltar, eu volto para a Câmara.

Folha – E essa história de que se for nos dois últimos anos de mandato, a nova eleição de prefeito seria indireta, pela Câmara?
Nahim – 
Tem que ter eleição. O TRE vai marcar novas eleições. Isso não existe em relação a Campos. Ocorreu no distrito federal porque lá havia previsão para isso. A previsão legal (caso Rosinha não volte) é ter eleição.
Folha – Estranho, pois essa tese foi levantada por um consultor da própria Câmara.
Nahim –
 Com base em quê, eu não sei, porque não existe.
Folha – Mas nós derivamos à eleição para Prefeitura, que pode ser realizada ano que vem, ou nem ocorrer. A pergunta é sobre a eleição na Câmara, ainda em 2010. Como você poderá tentar se reeleger presidente se ainda estiver ocupando interinamente a Prefeitura?
Nahim – 
Se marcar a eleição da mesa, eu vou comparecer, porque eu tenho que ser notificado para participar.

Folha – Mesmo ainda ocupando interinamente a Prefeitura?
Nahim – 
Eu saio da Prefeitura. O documento que está lá, explica claramente: dar ciência ao presidente (em exercício, Rogério Matoso), extensivo a todos os vereadores, todos eles receberam, de que marcada a eleição da mesa, que tem que ocorrer até o dia 15 de dezembro, eu seja notificado em 72 horas (antes) para participar, seguindo a ordem sucessória…
Folha – E a Prefeitura?
Nahim – 
O documento explica, segue a ordem sucessória. Já aconteceu isso com o Estado. Quando o governador sai, quando o vice-governador sai, quando o presidente sai, o presidente do Tribunal de Justiça já foi governador durante um dia. Aqui, se eu sair, Rogério não queira ir para a Prefeitura, porque ele deve querer participar do processo também da Câmara, se Altamir (Bárbara), que é o primeiro-secretário, também não, um juiz vai ficar sendo prefeito uma hora.

Folha – O juiz mais velho da comarca?
Nahim –
 É o que diz a lei.
Folha – Quer dizer, você sai, assume a Prefeitura ou Rogério, ou Altamir ou um juiz. Você disputa a reeleição na Câmara e depois volta?
Nahim – 
Volto na mesma hora, é automático. Só dura o período da eleição.

Folha – E isso dura, no máximo, o quê? Um dia?
Nahim –
 Eu diria até uma hora.

Folha – Presidente da Câmara, prefeito e candidato à reeleição no Legislativo? Não é muita coisa ao mesmo tempo?
Nahim –
 É, eu vou fazer o quê? Mas eu não fico sendo duas coisas ao mesmo tempo, porque me licencio de uma das funções para exercer a outra. Nessa hipótese, a disputa maior talvez seja para ser candidato a vice. Porque se eu voltar à Prefeitura, o vice vai assumir a presidência da Câmara, como aconteceu com Rogério. O cargo mais disputado além de presidente, que eu vou disputar, seria o de vice-presidente.
Folha – Entre suas poucas mudanças no estafe de Rosinha, as mais marcantes foram o retorno à CamposLuz de Álvaro Barbosa, afastado pela prefeita após a Folha ter denunciado que ele assinava como engenheiro de uma empresa que presta serviço ao governo, e a exoneração de Linda Mara do cargo de secretária particular. A primeira mudança não afeta sua imagem com a comunidade e a segunda com o casal Garotinho?
Nahim –
 Não, porque nos dois episódios eu fiz com muita segurança. No caso específico de Álvaro, eu não tomei nenhuma inicativa antes que todo processo legal pudesse ser apurado. Tudo que foi feito, foi no sentido de que o Álvaro, primeiro, tomasse todas as medidas administrativas e legais para que pudesse se descredenciar da empresa. E ele fez isso, pelo que eu sei, junto ao Crea, tomou todas as medidas, se descredenciou, foi à Procuradoria do município e a procuradora não viu impedimento algum para que ele ocupasse qualquer cargo…
Folha – E por que ele não fez isso antes?
Nahim –
 É, houve uma falha, eu diria, por parte do Álvaro; houve uma falha nesse sentido. Mas não houve má fé. O Álvaro nunca foi sócio da empresa, ele era engenheiro técnico da empresa há mais de 13 anos, tinha pedido para sair, mas a empresa teve dificuldades. É uma pessoa correta, honesta, nunca houve nada que desabonasse a conduta dele. A Campos Luz hoje faz um ótimo trabalho na cidade, sob comando de Álvaro. Eu não vou perseguir ninguém porque cometeu uma falha. Eu não posso é ser conivente com safadeza, com corrupção.
Folha – E em relação a Linda Mara?
Nahim –
 A decisão foi da própria Linda Mara. Ela sentiu que o cargo era muito próximo e ela também já vinha acompanhando Rosinha, ela não tinha como exercer essa atividade. Mesmo porque, eu mudei a função dessa secretaria. Ela se sentiu deslocada…
Folha – E a história de que ela estava fazendo lista de pessoas que não considerava pouco fiéis a Rosinha para repassar ao casal?
Nahim– 
Não sei, não sei…
Folha – Não ouviu falar?
Nahim –
 Eu ouvi falar, mas não posso afirmar que ela fazia isso.

Folha – Como prefeito, você tem feito questão de aparecer no maior número possível de atos públicos do governo. É uma estratégia?
Nahim –
 Não, é o meu jeito mesmo. Eu acho que o prefeito tem que se mostrar presente. Não é presente apenas para aparecer na mídia,  presente ns coisas efetivas que se faz. E eu tenho feito isso, é um estilo meu.

Folha – Na conversa antes da entrevista, você citou a construção de bi-bliotecas nas escolas e uma incerta no Hospital de Geral Guarus (HGG).
Nahim –
 Eu tomei algumas medidas e elas acabaram aparecendo; é uma coisa natural. Quer dizer, eu não fabrico matérias; a matéria de fato existe pelo papel que eu venho desempenhando. Foi assim quando eu visitei várias escolas e verifiquei a necessidade de biblioteca. Existe em algumas, mas muitas não têm biblioteca. E eu coloquei o secretário de Obras junto com a secretária de Educação…
Folha – Todas as escolas vão ter biblioteca?
Nahim –
 Todas elas. Há um cronograma já traçado para que todas te-nham biblioteca.
Folha – Quando, então, todas terão?
Nahim –
 Eu não sei, quer dizer, o processo não é tão veloz, mas foi deflagrado…

Folha – E o HGG?
Nahim – 
Na questão da Saúde, a gente não tem que tapar o sol com a peneira e dizer que a Saúde está uma maravilha, porque não é verdade. Houve avanço na área da Sáude, mas ainda há muito por fazer. Houve a reforma de muitas unidades de saúde, mas falta muita estrutura dentro das unidades. E isso eu tenho procurado dar. Esta semana, por exemplo, eu estive com Paulo Hirano e percebi que nos postos de saúde existem os profissionais de fisioterapia, mas não tem material nenhum para trabalhar. Como pode um fisioterapeuta chegar para trabalhar e não ter a maca? Ele precisa do mínimo necessário. Já foi deflagrado um pregão presencial para compra de material de fisioterapia em todos os postos de saúde que oferecem o serviço. E o HGG, eu apareci lá porque…
Folha – De surpresa?
Nahim – 
É, havia muita denúncia, foi de surpresa, e o diretor (Otávio Cabral) não estava lá.
Folha – E do que estava lá, você gostou do que viu?
Nahim –
 Não gostei, porque as pessoas não estavam sendo bem atendidas. Havia uma demora na marcação de consultas; melhorou mas não está bom ainda. Havia a necessidade de conserto de vários aparelhos que não estavam funcionando, como é o caso da tomografia, que estava com problema. O hospital estava com a ambulância ruim e eu já botei uma ambulância nova lá. Havia problema de maca e já foi providenciado.

Folha – Deu uma dura em Otávio?
Nahim – 
Eu tive uma conversa séria com ele, ele disse que precisava de apoio e eu estou dando todo apoio a ele. Por isso que eu não vou ser injusto, tomar uma medida contra um diretor de um hospital, sem dar o tempo hábil dele se enquadrar naquilo que eu desejo. E eu espero que isso ocorra.
Folha – Você gosta de futebol e é Flamengo. Isso parece aquela incerta do Jorginho, então auxiliar-técnico do Dunga, que foi a Gávea, antes da convocação à Copa, para ver como o Adriano estava, o atacante não apareceu e acabou ficando fora da África do Sul.
Nahim –
 (Risos) É mais ou menos isso…
Folha – Bem o ausente não fica.
Nahim –
 Não, definitivamente não é bom. Mas o que eu estou tentando é fazer com que a Saúde funcione, que vem sendo um grande problema. Eu fui receber a ministra Nilcéia (Freire, da secretaria especial de Políticas para Mulheres), estava ouvindo um programa de rádio, dizendo que não tinha médico num posto de saúde, eu arranquei paletó, arranquei gravata, estava indo para o aeroporto, entrei também de sopetão no PU, procurei o administrador e disse “cadê os médicos?”. Eles não tinham ido, mandei botar falta, liguei para Ricardo Madeira (diretor do Hospital Ferreira Machado), para que apurasse em inquérito administrativo porque os médicos não foram, não justificaram e desligaram o celular. Então, a cidade tem um prefeito, tem comando; aqui não é a casa da Mãe Joana. Então eu tenho que tomar uma posição firme em relação a essas questões, sem prejudicar ninguém, mas não permitir que as coisas fiquem soltas. E essas atitudes, a população está vendo, acaba virando notícia. A questão das máquinas; não havia máquina nenhuma no interior atendendo aos produtores rurais. Chamei o secretário, agora dia 9 foi outro pregão presencial, várias empresas ganharam, nós vamos ter patrol, caminhão, trator em 14 distritos diferentes e ainda nos assentamentos, para atender aos produtores rurais.
Folha – Não há como ouvir você falar nas medidas que vem implementando sem perguntar: se eram necessárias, por que não eram feitas antes, no governo Rosinha?
Nahim –
 A máquina administrativa é muito emperrada. Talvez pela minha experiência em quatro mandatos de vereador, de administrador, enquanto presidente da Câmara (trêz vezes), queira ou não queira, tem que saber administrar, enquanto presidente da Fenorte, onde também eu tive bom desempenho administrativo, eu tenho dado essa celeridade às ações de governo. Esse projeto, por exemplo, das máquinas, estava há um ano e meio e não saía do papel. Chamei o secretário, chamei o procurador — tenho feito isso — e perguntei onde estava o problema. Essa postura tem dado uma velocidade maior ao governo e eu tenho atendido, plenamente, os secretários.
Folha – Essa tarefa não era executada antes?
Nahim – 
Na verdade, eu implementei velocidade e celeridade e diminuí uma coisa que eu reclamei muito com os secretários, a de que o governo não tem dono, não tem feudos. Há um comando, que é do prefeito, e todos têm que trabalhar em harmonia. Foi assim na organização da Festa de São Salvador, quando reunimos várias secretarias — cada uma queria achar que era dona de alguma coisa —, só que ninguém tem dono, e a festa foi um sucesso. Foi o maior recorde de público até hoje. Houve organização, praça limpa, parceria integral com a Igreja Católica, com os barraqueiros. A festa foi organizada porque teve um comando determinando que as coisas funcionassem da melhor forma possível. Nunca houve uma Rancheirada como a deste ano em Goitacazes. E aí eu não poderia deixar de destacar o papel importantíssimo da minha mulher. Ela tem me ajudado ao extremo dentro do governo, principalmente nas ações sociais, com a reorganização da Coesa (Comissão de Entidades Sociais e Assistenciais do Município de Campos).
Folha – Se tivesse que dar uma nota, qual daria a esses seus 43 dias de governo?
Nahim – 
Eu prefiro que a população me dê a nota. Sei que estou 100% usando o meu tempo como prefeito. Nota quem tem que dar é a população. Tenho recebido o apoio da população nas ruas. Na festa de São Salvador, estava com minha neta na praça e um grupo de senhoras, muito bem vestidas, chegou pra mim e disse: eu posso te dar um beijo? Respondi que sim. Uma delas comentou que nunca havia beijado um prefeito. Essa simpatia eu tenho encontrado nas ruas. Até muitas pessoas que gostam da Rosinha estão gostando da forma como eu tenho tocado a Prefeitura.
Folha – E, na sua opinião, qual nota mereceria Rogério Matoso à frente da Câmara?
Nahim – 
Ele tem ido bem. Rogério tem feito um papel importante de conciliar as duas correntes políticas dentro da Câmara. Cada um tem o seu estilo. Ele é um menino jovem, não tem muita experiência administrativa, mas na minha visão está conduzindo bem o Legislativo. Nota é uma coisa difícil da gente dar para alguém.
Folha – Dá pra passar?
Nahim –
 Com certeza, ele está com boa média. Acho que o Rogério tem feito um bom trabalho.
Folha – Qual é o seu deadline entre o prefeito interino de Rosinha e alguém disposto realmente a fazer um governo com cara própria? Seria o julgamento dela no TSE, adiado para se-mana que vem?
Nahim – 
Muitas coisas eu fiz porque precisam de ações imediatas. Algumas coisas, a longo prazo, eu prefiro aguardar essa decisão. Eu não posso tomar postura de parceria com alguns municípios. Já tive um encontro com Armando (Quissamã), Carla (São João da Barra) e o Riverton (Macaé), quando a eleição da Ompetro (Organização dos Municípios Produtores de Petróleo e Gás da Bacia de Campos), e estamos estudando uma melhor parceria no atendimento na área de Saúde. Não acho justo um município vizinho, que tenha recursos, mandar pra cá todo mundo para ser atendido em Campos. Tem que existir uma parceria, um consórcio, mas essa é uma decisão política longa. Até conversei com o Armando e o Riverton para que essa discussão fosse adiada. Não seria justo agora eu tomar uma determinada posição, e depois Rosinha volta e pode pensar diferente.
Folha – Mas não há um prazo?
Nahim –
 Sinceramente, não. Muito se fala no julgamento do recurso de Rosinha. Mesmo que Rosinha não volte, ainda há o julgamento do mérito.
Folha – E se uma nova eleição for marcada?
Nahim – 
Aí, sim.
Folha – Neste caso, você será candidato?
Nahim –
 Tenho dito sempre, em todas as entrevistas, que minha preocupação agora é governar e dar tranquilidade à cidade.
Folha – Fala-se em você, em Vladimir (sobrinho de Nahim e presidente do diretório local do PR) e em Pudim (deputado federal). Sobre esse último há uma surpresa, dizem que vocês hoje parecem amigos de infância.
Nahim –
 Isso que é a verdadeira paz. É você não guardar ressentimentos. Pudim sempre tentou ocupar o mesmo espaço que eu. Em certo momento, Roberto (Henriques) tentou ocupar o mesmo espaço que eu. Na briga pela vice-prefeitura houve problemas sérios entre todos nós. Eu fiquei insatisfeito e disse isso. Mas a partir do momento que eu assumo a Prefeitura de Campos não posso ser desleal com ninguém, muito menos com as pessoas que fazem parte do meu grupo político. Eu tive problema com Pudim muito tempo antes disso. Quando eu era presidente da Câmara e buscava a reeleição, ele e Edson Batista foram contra, deixaram o plenário. Eu não sei guardar ressentimento de ninguém. Nunca tive problema pessoal com eles.

Folha– Seu nome estaria à disposição do partido?
Nahim –
 Sim, por que não? Não vou negar aquilo que disse em 1996: sonhar em ser prefeito eleito pelo voto popular. Seria demagogia minha dizer que não. Acredito que o partido terá maturidade suficiente para entender o que é melhor para a cidade.
Folha– Você concorreria com seu sobrinho?
Nahim – 
Não. Teria que haver um entendimento e ver o que é melhor. Com todo respeito, Vladimir é meu querido sobrinho e tem um forte laço de amizade com meu filho. Eu o considero como filho também, mas Campos precisa de alguém que tenha maturidade política, Vladimir não tem. O partido terá maturidade suficiente para escolher um nome. Garanto uma coisa, não vai haver disputa dentro do partido.
Folha – Acataria uma decisão adversa?
Nahim – 
Sim, se houver critérios justos para isso.
Folha– Quem estabeleceria esses critérios?
Nahim –
 O partido, né. Para isso existem as decisões partidárias. Garotinho é o presidente regional, é a figura mais importante do partido. Eu não jogo sobre o ombro dele toda a responsabilidade, mas o peso dele é muito importante nesses momentos.
Folha – Como você encara a investigação do MPE sobre o uso da máquina pública na campanha? Três ônibus com supostos servidores da Prefeitura de Campos foram apreendidos na BR 101 na madrugada da última quarta-feira.
Nahim –
 O Ministério Público tem que tomar todas as providências em relação a qualquer tipo de movimentação de utilização da máquina pública. Antes desse episódio, muito embora seja uma coisa tácita, foi editado um decreto vedando expressamente qualquer participação eleitoral de funcionário da Prefeitura ou utilização da máquina. Agora, cabe ao Ministério Público investigar efetivamente quem participou disso. Obviamente que não teve nehuma orientação minha — não sei nem se tinha funcionário, e já determinei ao procurador do Município que acompanhe o caso. Se houver identificação de algum funcionário que tenha participado do ato (comício do Partido da República na Cinelândia), e se isso ocorreu durante o horário de expediente, que seja cortado.

Folha– Anteriormente, adesivos de Roberto Henriques (candidato a deputado estadual) e Garotinho (candidato a deputado federal) haviam sido encontrados em um carro oficial da secretaria de Saúde.
Nahim –
 Também usei o mesmo critério. Determinei apuração imediata do fato. Se ficar comprovada a irregularidade, o infrator será demitido, é o que determina a lei.
Folha– Mesmo se for servidor de carreira?
Nahim – 
Nesse caso o funcionário vai responder inquérito administrativo. Tem que justificar porque havia propaganda no carro oficial da Prefeitura.
Folha– Você não teme ser responsabilizado, como prefeito, dessas ações?
Nahim – 
Como prefeito, não. Não houve orientação minha, não sei nem quem é. Como posso ser responsabilizado por um fato que eu desconheço. Como vou tomar conta de todos os carros da Prefeitura, de todos os funcionários, que são mais de 15 mil. O prefeito tem que ser responsabilizado se, efetivamente, partiu dele alguma orientação nesse sentido.
Folha – E não partiu?
Nahim – 
Não.
(*) Colaboraram: Luiz Costa e Alexandre Bastos

Site da Polícia Militar permite que população faça denúncias contra PMs

 A denúncia é enviada à Corregedoria Interna da PM.
Do G1, com informações do RJTV

A página da Polícia Militar na internet conta com uma área onde a população pode fazer denúncias contra policiais militares. No Clique Denúncia, da Corregedoria Interna da PM você pode relatar alguma ocorrência de desvio de conduta de policiais.

Para fazer a denúncia, basta preencher os campos indicados com nome e e-mail, e escrever o que ocorreu. Depois, é preciso clicar no botão “enviar” para que a corregedoria receba o seu relato. Ao final, caso a operação tenha sido bem sucedida, o seguinte aviso vai aparecer no monitor: “Obrigado, seu e-mail foi enviado com sucesso!”

Motoristas são multados mais de 200 vezes em um ano, aponta pesquisa

Do G1, com informações do Jornal Hoje

Detran-ES realizou uma pesquisa com o perfil do condutor infrator.
Quase 80% têm mais de 30 anos e dirigem há mais de uma década.



Uma pesquisa do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Espírito Santo traçou o perfil dos motoristas imprudentes no trânsito e levantou a lista dos mais multados em quatro estados brasileiros. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, um motorista foi multado 200 vezes em um ano e outro, no Rio Grande do Sul, tem mais de 250 multas no mesmo período.
“As pessoas têm que entender que enquanto elas não conduzirem os veículos com educação, nós não vamos ter uma redução nas nossas estatísticas sangrentas de acidentes em rodovias brasileiras”, afirma Guilhermina Gama, diretora de trânsito do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). “São 100 mortes por dia nas rodovias do Brasil.”
O levantamento do Detran-ES analisou 17 mil motoristas que tiveram o direito de dirigir suspenso porque cometeram infrações no trânsito. Do total, quase 80% têm mais de 30 anos, concluíram, pelo menos, o ensino médio e dirigem há mais de dez anos.
“Motorista experiente, maioria do sexo masculino, com boa escolaridade, infringindo a lei de trânsito”, afirma Marcelo Ferraz, diretor do Detran-ES. “Ele adquire vícios e acha que dirigir é do jeito dele e não do que está escrito na lei.”
Na lista dos campeões de infrações, algumas regiões do país chamam mais atenção. No Espírito Santo, por exemplo, em oito anos um motorista atingiu 550 pontos na CNH e acumula R$ 20 mil em multas. Em Pernambuco, em um ano um condutor teve 1.591 pontos na carteira. Mas os casos mais alarmantes são do Mato Grosso do Sul, onde um motorista, em um ano, levou mais de 200 multas e soma 993 pontos na habilitação e outro no Rio Grande do Sul que no mesmo período foi multado 257 vezes e tem 1.288 pontos.
O máximo permitido por lei são 20 pontos na CNH, em um intervalo de um ano. Quem ultrapassa o limite perde o direito de dirigir por dois anos que, segundo o diretor do Detran-ES, é pouco. Além de educação, Ferraz defende mais punição.
O levantamento do órgão de trânsito aponta ainda que o avanço de sinal, infração gravíssima que corresponde a sete pontos na carteira, é uma das mais cometidas. Em seguida aparecem excesso de velocidade e dirigir falando ao celular. "Infrações como avanço de sinal, em que o motorista assume o risco de provocar algo grave, tem que ser criminalizadas, não podem ter apenas punições administrativas”, diz o diretor do Detran.

Mesmo com a lei Maria da Penha, violência contra a mulher continua em Campos

Em 2009 a Região Norte ficou em 2º lugar no estado em tentativas de homicídios contra mulheres
A lei Maria da Penha foi um avanço para garantir os direitos das mulheres, mas elas continuam sendo vítimas da violência. Na maioria das vezes, essa violência acontece dentro de casa e é praticada pelo próprio companheiro. Números do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro mostram que a Região Norte ocupa a segunda posição em tentativas de homicídios contra mulheres no estado.

Mulheres como a que aparece no vídeo a seguir, que prefere não mostrar o rosto, sofrem violência psicológica ou física em silêncio e chegam a uma depressão profunda. No maior município do interior do estado do Rio de Janeiro, Campos, os casos de violência contra a mulher são muitos. Em junho, em um único dia, 3 mulheres foram assassinadas, e no mesmo mês, uma jovem, teve o corpo incendiado pelo namorado.

As estatísticas que o Instituto de Segurança Pública divulgou são consideradas alarmantes, principalmente na comparação com 2008 quando a região estava na 9ª posição. Para a presidente do Conselho dos Direitos da Mulher em Campos, Margarida Estela Mendes, o números de casos só vai diminuir depois que o país tiver uma estrutura melhor para fazer cumprir a lei Maria da Penha.

Carceragem da 134ª pode ser reativada

Não foi confirmado se o prédio volta a funcionar como carceragem. Mas essa possibilidade já provoca medo na população.


A carceragem da delegacia que fica no Centro da Cidade, que não funciona, pode ser reativada. O local fica em área urbana e ao lado de uma escola. Moradores e comerciantes estão com medo. Em caso de uma fuga, a população pode ficar em perigo, como já aconteceu anos atrás.

A Polícia Civil informou que existem duas celas que abrigam presos provisórios até a transferência para a Casa de Custódia ou o Presídio. Um deslocamento que pode estar a alguns passos da própria delegacia. É que, no prédio anexo, onde está o DEC, o Depósito de Evidências Criminais, funcionava aproximadamente há 10 anos uma Unidade Prisional que pode ser reativada.

A capacidade seria para 140 presos. A informação foi divulgada no último dia dez. Durante uma vistoria no imóvel feita pelo Secretário Estadual de Administração Penitenciária, César Monteiro de Carvalho, e pelo Chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Alan Turnovisky. 

Não foi confirmado se o prédio vai voltar a funcionar como carceragem. Mas essa possibilidade já está provocando medo na população. O local fica em um dos pontos mais movimentados da cidade. Onde estão o Ciretran, residências, bares e resturantes. 

O prédio anexo à delegacia também fica na mesma quadra de uma escola particular onde estudam 950 pessoas do maternal ao ensino médio. Um muro de cerca de dois metros de altura separa a unidade prisional do colégio. A quadra de esporte dos alunos é protegida apenas por uma rede. 

Ontem os representantes do Conselho de Segurança de Campos se reuniram e decidiram que vão enviar um ofício ao Secretário de Segurança Pública do Estado repudiando a reativação da carceragem. Uma nota de repúdio também feita pela direção da escola deve ser entregue ainda esta semana as autoridades competentes. E o Conselho de Segurança de Campos já disse que é totalmente contrário a reativação dessa carceragem no Centro da cidade.

Polícia é obrigada a soltar ladrão e receptador presos em flagrante

SJB - 145ª DP


Sorrindo. Foi assim que um ladrão saiu da Delegacia minutos depois de ter sido apanhado em flagrante por policiais da 5ª Cia da Polícia Militar, vendendo os objetos que havia acabado de furtar. O caso inusitado foi registrado no município de São João da Barra neste sábado, 14.  A Polícia se viu obrigada a liberar um ladrão e um receptador que tinham sido presos com todas as provas exigidas por lei para a configuração de um flagrante.


Tudo porque o dono da casa na rua Feliciano Sodré, na praia de Atafona, onde o ladrão realizou o furto de vários objetos, não quis comparecer à 145ª DP quando soube que o ladrão preso pela PM se tratava de um ex-presidiário considerado de grande periculosidade. Por telefone, o dono da casa, um bancário identificado como Francisco, disse aos policiais que, lamentavelmente, não sairia e Campos, onde reside, para ir à Delegacia de São Joao da Barra.
Como a lei exige a presença do lesado na Delegacia para que seja caracterizada a situação de flagrante, o ex-presidiário que praticou o furto e o receptador, um homem que mora no Centro de São João da Barra, foram liberados. Os objetos encontrados em poder dos acusados foram apreendidos, assim como um quantia em dinheiro.

A equipe do Campos 24 Horas localizou o Tenente Viana, que comanda a 5ª Cia da PM em São João da Barra. Ele lamentou a atitude do lesado e admitiu que os policiais que participaram da ação ficaram frustrados. No entanto, afirmou que a Polícia continuará apertando o cerco contra os arrombadores das casas no litoral sanjoanense. ” Pedimos para que as pessoas colaborem conosco. A  mesma população que cobra, deve ser a que atende ao nosso chamamento durante um flagrante, pois nesta situação há  necessidade do comparecimento do lesado”, disse o Tenente que fez também questão de enfatizar que o fato ocorrido neste sábado não influenciará na forma de agir da PM em São João da Barra: ” Vamos continuar apertando o cerco contra os criminosos”
Rodovia que está em obras tem trânsito lento somente no trecho de SJB.
   

Difícil manter o bom humor depois de 10, 15, 20 minutos parado em uma rodovia. Mas há quem encare com outros olhos, o único ponto de retenção hoje da BR-356, no sentido Campos x São João da Barra: que fica entre o trevo do Joquei e a localidade de Martins Lage.

Já no sentido, Campos x Itaperuna, as obras estão adiantadas. Mas neste fim de semana, não haverá pontos de retenção: a empresa que realiza as obras neste trecho deu folga aos funcionários. O motorista só precisa ter atenção em Italva, onde o asfalto velho foi removido e a estrada é de terra batida. A poeira prejudica a visibilidade.

A obra já deu uma outra cara a BR-356. Bem diferente daquela rodovia esburacada de alguns meses atrás. Mas ainda há um problema: nos pontos que já foram recuparados ainda não foi feita a sinalização horizontal, aquelas marcações na pista. E isso dificulta muito a vida dos motoristas, principalmente durante a noite. Por isso a orientação da Polícia Rodoviária Federal é de muita, muita cautela.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

AVCM....


Diante dos fatos, eu preferi até me calar,
1º porque não tinha o que dizer,
2º não sabíamos do que ocorrera,
3º preferia nem ter ouvido isto,
4º preferia nem ter lido tais reportagens.

Mas DEUS está acima de tudo e,
Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.(Filipenses 4:13)

E no final de tudo iremos nos assentar e brindar com estes que nos humilham...
"Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. (João 13:34)



(É bom deixar bem claro, nas matérias enviadas pela Sra. Daniele, e seus comentários em blogs, com uma mão ela finge que dá e com a outra ela literalmente tira...Maior Hipócrita que conheci)